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domingo, 26 de janeiro de 2020

Quais as diferenças entre o plantio por Semeadura e por Mudas?

As pastagens, como são utilizadas para a alimentação animal devem ter algumas características primordiais como:
  • Alto valor nutricional;
  • Qualidade de seleção;
  • Alta produtividade (por área plantada).
Dessa forma, ela deve ser encarada como qualquer outro tipo de cultura, requerendo o manejo adequado para o seu pleno desenvolvimento.
Independente o tipo de forrageira, muitos preferem os meses de novembro e janeiro para plantá-la, já que abrange um índice de chuvas mais regulares, além de menor gasto com sementes.
Se o plantio for por meio de semeadura, deve-se acrescentar nutrientes ao solo, pois isso influencia na qualidade da forrageira a ser produzida. O mesmo deve ser feito se o plantio for feito por meio de mudas, salvo algumas diferenças que veremos a seguir.
Plantio por semeadura:
Antes de proceder ao plantio por semeadura, o solo deve ser preparado por meio do acréscimo de nutrientes. Em seguida, deve-se fazer o nivelamento do solo. Isso é feito com a grade niveladora, pois esta torna a superfície do solo o mais nivelada possível.
Esse nivelamento, antes de semear a espécie de forrageira escolhida, faz com que as sementes sejam plantadas de forma uniforme e no mesmo nível. Dessa forma, a forrageira irá se desenvolver por igual, o que facilita o manejo da pastagem.
Assim que as sementes são lançadas nas covas, ou seja, plantadas, deve-se proceder à compactação do solo, por meio do rolo compactador, para que as sementes entrem em contato com o solo de forma harmônica, tornando a germinação da forrageira mais rápida. Além disso, ao compactar o solo, as sementes menores não serão levadas pela chuva.
Plantio por mudas:
As espécies de forrageiras que darão origem às mudas são reproduzidas por rebrota ou por gemas vegetativas, extraídas das hastes da planta, do seu rizoma ou ainda dos estolões.
Como geralmente o seu crescimento ocorre paralelo ao chão, o terreno pode ser montanhoso, sem que haja qualquer problema quanto ao desenvolvimento da pastagem. Isso porque não haverá perigo de erosão. Da mesma forma, as mudas crescem muito bem em solo médio, argiloso ou arenoso, devido à sua fácil adaptabilidade.
Entretanto, alguns cuidados devem ser tomados como: plantar as mudas em locais com alta incidência solar, em solo com boa drenagem e rico em nutrientes. Assim, a forrageira terá o seu pleno desenvolvimento, o que, consequentemente, aumentará a qualidade da pastagem a ser formada.
 Fonte: https://agrosb.com.br/

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Qual a diferença entre Bode e Carneiro?

O bode e o carneiro e suas respectivas fêmeas são animais herbívoros, ruminantes e que foram domesticados e criados pelo homem, sendo economicamente importantes no mundo todo como fontes de pele, carne e laticínios. O carneiro e a ovelha pertencem à mesma espécie, sendo o carneiro o macho e a ovelha a fêmea. Já a cabra é fêmea da mesma espécie do bode.



O Bode e a Cabra (Caprinos)
A cabra é um mamífero com hábitos herbívoros, pertencente ao gênero Capra, dentro da família Bovidae, que inclui animais silvestres, como antílopes, e também domesticados como boi e ovelha. A espécie é originalmente nativa de regiões da Ásia, África e Europa e foi domesticada por civilizações antigas para obtenção de leite e pele sendo um dos primeiros animais a serem domesticados, no Oriente Médio e, desde a domesticação, as cabras foram espalhadas por todo o mundo por seres humanos. A cabra doméstica é um dos menores ruminantes que foram domesticados pelo homem e é considerada uma subespécie. Três espécies silvestres do gênero Capra estão intimamente relacionadas com a atual cabra doméstica (C. hircus) que são o bezoar (C. aegagrus), o markhor (C. falconeri) e o íbex (C. ibex). A cabra doméstica provavelmente descende do bezoar, que é nativo da Ásia Central. Devido a sua longa história de domesticação, existem muitas raças diferentes da cabra doméstica, com atributos diferentes. Os rebanhos de cabra fornecem couro, carne e leite.
As cabras são ruminantes e comem gramas, ervas e arbustos. Necessitam, portanto, de um habitat com grama, podendo sobreviver em depósitos finos de grama, de forma que são incapazes de habitar desertos e habitats aquáticos. O habitat natural das espécies selvagens são regiões montanhosas escarpadas, penhascos rochosos e prados alpinos nas zonas temperadas. A cabra doméstica foi criada em quase todos os habitats e, apesar da necessidade de grama para pastagem, a espécie pode ser mantida em lotes secos, desde que sejam constantemente alimentadas por seres humanos. Como espécie domesticada, a cabra é muito suscetível à predação e, portanto, é melhor que seja deixada em áreas cercadas.
A cabra é um animal sexualmente dimórfico: os machos possuem chifres maiores, barba comprida, um odor rançoso e geralmente são maiores que as fêmeas. Esse odor característico provém de glândulas sexuais. Ambos os sexos possuem chifres, que são ocos e crescem em forma de espiral, como um saca-rolhas, ou curvos.  O pelo é geralmente liso, mas algumas raças têm um subpêlo de lã, podendo ser comprido ou curto, macio ou áspero. A coloração da pelagem varia, podendo ser preta, branca, vermelha, marrom, podendo incluir padrões de cores com cores sólidas, manchas, listras, tons misturados e listras faciais.
O Carneiro e a Ovelha (Ovinos)
A ovelha, Ovis aries, assim como a cabra, também é um mamífero com hábitos herbívoros, pertencente à família Bovidae, subfamília Caprinae. Acredita-se que a espécie tenha se originado na Europa e, enquanto os humanos domesticavam as ovelhas, populações selvagens ainda existiam e existem. As ovelhas domésticas são encontradas em todo o mundo em associação com seres humanos, mas primeiras ovelhas domesticadas residiam principalmente no Oriente Médio e na Ásia Central e, desde então foram introduzidas em todos os lugares. É um animal com grande importância econômica, sendo uma das espécies economicamente mais significativas do planeta. Desde a sua domesticação, cerca de 10000 anos atrás, as ovelhas têm sido uma fonte de carne, couro, lã e laticínios em quase todos os países. A espécie é criada normalmente em rebanhos e a versatilidade da espécie contribui para o seu significado econômico, pois grandes rebanhos podem ser mantidos em muitos ambientes a custos relativamente baixos. Além disso, por causa de seu tamanho e baixo custo de criação e manutenção, as ovelhas constituem um modelo ideal para pesquisas científicas. As ovelhas e carneiros possuem predadores, como raposas e lobos, que geralmente causam danos econômicos às criações.
Atualmente existem mais de 200 raças de ovelhas que diferem entre si em suas características físicas. Apresentam um moderado dimorfismo sexual, sendo as fêmeas menores que os machos em um quarto a um terço da altura. Apresentam focinho estreito coberto com pêlos curtos. O gênero Ovis é caracterizado pela presença de glândulas localizadas na região da virilha e entre os dois dedos principais do pé que secretam uma substância clara responsável pelo seu odor característico. As ovelhas possuem a pele revestida por folículos pilosos produtores de fibras de lã, uma pelagem ondulada com coloração variando de branco leitoso a marrom escuro e preto. Podem possuir chifres espirais.
A espécie se reproduz em uma base sazonal, determinada pela duração do dia, de forma que as fêmeas, as ovelhas, tornam-se férteis no início do outono e permanecem férteis até o inverno. Já os machos, os carneiros, são férteis o ano todo e a, maioria dos criadores de ovelhas domésticas, faz uso do sistema poligínico de reprodução, utilizando um carneiro para cerca de 30 ovelhas. As populações selvagens apresentam períodos de reprodução sincronizados com a latitude. A gestação dura em torno de 150 dias. Com o nascimento, os filhotes, denominados cordeiros, já são capazes de se levantar e mamar em poucos minutos. Os cordeiros atingem a maturidade sexual no prazo de um ano, tornando-se, então, adultos machos (carneiros) e fêmeas (ovelhas).
Fonte: 
https://www.portaldosanimais.com.br/curiosidades/diferenca-entre-bode-e-carneiro/ 

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Que passos devem ser seguidos por quem quer iniciar uma criação de caprinos e ovinos de corte?


É preciso definir, com muita clareza:

  • Os objetivos.
  • As metas.
  • As estratégias a serem seguidas.
  • Buscar informações e conhecimentos.
Esses pontos facilitarão a tomada de decisões mais adequadas à realidade da unidade de produção. É importante lembrar que muitas informações podem ser obtidas com outros produtores que já se encontram atuando no agronegócio.

Sugere-se procurar também os produtores que não obtiveram êxito na atividade, a fim de serem levantadas as possíveis causas de insucesso. Aprendendo com os erros e acertos dos outros produtores, pode-se ficar mais preparado para enfrentar desafios no novo negócio.

Deve-se organizar a escrituração contábil da propriedade, a escrituração zootécnica do rebanho e o acompanhamento da exploração. Em seguida, deve-se definir o sistema de produção, incluindo a duração do intervalo entre partos (IEP) a ser perseguido e programar e implementar estações de monta e de partos ao longo do ano, tomando também os cuidados que garantam a sobrevivência e o desenvolvimento ponderal das crias.

Deve-se também fazer um levantamento das necessidades de alimentos e das condições da unidade produtiva em produzi-los, de forma a assegurar a autonomia na oferta de alimentos aos rebanhos durante todo o ano.

Devem-se programar as questões relativas às finanças (fontes e disponibilidade de recursos), à demanda e qualificação da mão-de-obra, à aquisição de insumos e à comercialização.

Lembrando que não podemos garantir a lucratividade da produção, pois todo o processo produtivo deve ser organizado de acordo com as demandas do mercado, atentando-se para fatores como qualidade dos produtos e as dimensões atuais e potenciais do mercado.


Fonte: http://mais500p500r.sct.embrapa.br/view/publicacao.php?publicacaoid=90000037

domingo, 11 de maio de 2014

Quais as modalidades de arrendamento de pasto na pecuária de corte?


No Brasil Central, as formas de arrendamento mais comuns são as que estabelecem o pagamento por cabeça/mês, que pode ser em dinheiro ou em porcentagem da arroba de boi (10 a 15%). A quantidade de cabeças, as despesas de custeio do gado e o prazo do arrendamento são estabelecidos em contrato. 

Fonte:
http://www.sct.embrapa.br/500p500r/Topico.asp?CodigoProduto=00013710&CodigoCapitulo=21

Por que a carne bovina é mais cara do que as carnes de suínos e aves?




O ciclo de produção dos bovinos de corte é bastante longo. As vacas produzem somente uma cria por ano, que leva cerca de cinco anos da concepção até o abate. A criação de bovinos exige extensas áreas de pastagens e altos investimentos, e a produtividade é baixa, o que contribui para elevar o custo de produção da carne. Em contrapartida, os suínos e as aves são espécies que se reproduzem com maior freqüência e com curto ciclo de produção. A criação dessas espécies, principalmente a de aves, é bastante tecnificada e alcança alta produtividade, o que reduz o custo de produção. Observe-se, também, que a carne bovina, além de preferida pelos consumidores, tem maior valor energético do que a carne de frango.

Fonte:
http://www.sct.embrapa.br/500p500r/Topico.asp?CodigoProduto=00013710&CodigoCapitulo=21